Histórias

Histórias de shows, viagens e making off

Curtíssima

Nós que trabalhamos com música, damos aulas, gravamos, fazemos “freelancer” em bandas de quase todos os estilos, ficamos horas e horas estudando músicas, ensaiamos em estúdios excelentes e outras vezes, em estúdios muito piores, pegamos estrada numa van minúscula para viajar 4 dias num fim de semana de 2 dias, dormimos em hotéis excelentes e outras vezes, em hotéis com baratas dividindo o mesmo quarto, aí, sua vizinha, além de te chamar de “música” ainda solta outra pérola: “Você só toca e dá aulas de música? Você não trabalha?” ...eu não resisti e cometi meu “sincericídio”: “Não preciso..meu pai me dá uma mesada de 7 mil por mês...nem preciso trabalhar!!!”.

Selinho na Joss Lord?

Durante a época que toquei com o Rainbow/Deep Purple cover do Fernando Piu, tivemos a oportunidade de tocar na mesma noite em que um cantor escocês (desnecessário citar o nome) dividiria o mesmo palco do Blackmore Rock Bar em SP com nossa banda.Quando estávamos no meio do solo de teclado da música Perfect Strangers, eu realmente estava muito à vontade para improvisar aquele dia (coisa rara eu querer trocar qualquer nota de um solo do Jon Lord, sempre perfeito...) foi então que fechei os olhos e ao abrir novamente para voltar ao planeta Terra, vi um enorme beiço insinuando um selinho... que susto!!!!!! Fingi um leve desentendimento, afinal, era aniversário dele, completava 50 anos, uma data memorável!!! Mas o sujeito insistiu no selinho mais uma vez, em pleno palco, aí não tive dúvida: fiz cara de “nem morta” ...ele deu risada e me chamou de Joss Lord!!!!!

Barata Chique!

Foi um dos primeiros lugares que eu toquei...Era um "single bar" que de "single" mesmo, eram só as mulheres, mas deixa pra lá...Itaim Bibi, lugar chique e tal...estava no meio da primeira entrada e de repente vi o "metre" pisar e chutar uma barata na entrada do Pub, e lógico que eu fui a única da banda que viu... Na segunda entrada, senti algo andando nas minhas costas, e no meio da música, fiz um malabarismo para tentar tirar o objeto não identificado das minhas costas e enrosquei minha pulseira na parte de trás do vestido.... o cantor da banda achou que eu estava brincando (como sempre...) e pensou que eu estava querendo aparecer e tocar só com uma mão o resto da música.... e não me socorreu!!!!!!! Quando a música enfim terminou, pude explicar e verificar realmente se a barata estava no meu vestido e é lógico que não!!! Era um fio de cabelo....

Floripa...aí vamos nós!!

Na época que tocava no circuito de bandas “cover”, fazíamos mini-turnes pelo interior de SP... era comum tocar em duas ou três cidades vizinhas num fim de semana.Fui chamada para um “freela” em Florianópolis. O cachê não era convidativo, mas o lugar, com certeza... aceitei pra poder conhecer Florianópolis!!!! A van sairia na sexta as 17h e chegaríamos no sábado de manhã, ficaríamos na praia o dia todo e só de noite, passagem de som, jantar e show!!! PERFEITO!!!!Mas a pura e cruel realidade bateu a nossa porta... a van só saiu de SP no sábado na hora do almoço, chegamos só as 20h no local do show, passamos o som, saímos pra jantar...e eu pensei: “Agora vou conhecer pelo menos algo diferente!!!”... Fomos levados pra jantar num SHOPPING!!!O que eu conheci de Floripa?? A Pizza Hut!!